quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Um conto de fadas para lhes acalmar...


A muito tempo atrás, numa época medieval, havia uma princesa linda, sonhadora e feliz e com um coração enorme. Ao completar 16 anos, o rei havia escolhido o mais lindo e responsável príncipe para casar com sua filha, naquela época a nobreza e o clero escolhiam os futuros herdeiros da realeza. O príncipe era perfeito, lindo, gentil, tentava conquistar a princesa de todas as formas, escrevendo as mais românticas cartas possíveis e ela, bem, ela gostava muito dele e sentia um carinho enorme por ele, mas não era ele quem tinha o coração dela, embora a princesa soubesse que ele a amaria e a protegeria para sempre. Eu diria que esta princesinha era muito louca, porque ela amava o seu melhor amigo, que era um caçador de família camponesa. Ele era chato, bobo, ateu (tanto que era perseguido pelo Clero por fazer diversas infâmias), mas ele tinha algo que encantava profundamente a princesa, algo inexplicável, que a fazia sorrir, enxugava cada lágrima que ela derramasse, porém ele era completamente apaixonado por uma camponesa da vila dele, a princesa sentia que essa camponesa tinha toda a sorte do mundo por ter o amor do caçador e não sentia raiva nenhuma dela. A princesa sabia que devia ficar com o príncipe, que devia amá-lo, ou retribuir o amor dele por ela, mas a única coisa que ela conseguia fazer era esconder a tristeza através do sorriso. Mas o que a alma dela queria de verdade era fugir para qualquer lugar do mundo com o caçador, viver eternamente numa casa na floresta ao lado dele. Mas só de ter a amizade dele, já deixava o mundo dela perfeito. Uma vez, os povos bárbaros atacaram o Reino e a princesa foi atingida com uma flecha bem ao seu coração. Naquela guerra, só conseguia ouvir as pessoas gritando e uma lágrima escorrega de seus olhos quando aparece o caçador, que enlouquece ao ver a amiga ensanguentada. No velório, ele a colocou num caixão de vidro e todos do Reino e os camponeses, até mesmo os servos foram ve-la, ela era uma pessoa muito bondosa com todos. O príncipe estava numa depressão horrenda e ficou sem se alimentar por três dias, só bebendo água e comendo pão. E quanto ao caçador, estava desconsolado, ele sentou ao lado do caixão e disse ao corpo da princesa, chorando, " Meu anjo, você era mais que uma amiga, você sempre me entendia, me aturava, você é o amor da minha vida e eu espero encontrá-la um dia no paraíso". Todos ficaram assustados ninguém sabia daquilo, ele a amava desde sempre silenciosamente e falava que gostava da camponesa de sua vila para ninguém perceber.

Moral da história: Nem sempre é o príncipe o verdadeiro amor da princesa. Muitas vezes, é o caçador, o seu melhor amigo.


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